Em Em agosto nos vemos, Gabriel García Márquez apresenta Ana Magdalena Bach, uma mulher que, todos os anos, retorna a uma ilha para visitar o túmulo da mãe. Nesse ritual, ela vive encontros inesperados que despertam reflexões sobre sua identidade, seus desejos e o sentido de sua existência.
Essa relação com os lugares lembra a neuroarquitetura, que mostra como os espaços físicos influenciam nossas emoções, memórias e decisões. Assim como a ilha e o hotel funcionam como gatilhos para mudanças internas na personagem, os ambientes podem ser planejados para estimular acolhimento, introspecção ou renovação.

O design também se reflete na estrutura narrativa do livro: a repetição anual da viagem se torna um “projeto de vida” que combina rotina e descoberta, mostrando como a organização dos espaços e experiências dá forma ao invisível.
Da mesma maneira, em meu trabalho como designer de interiores, busco criar ambientes que não sejam apenas funcionais, mas que também traduzam emoções e desejos. Ao projetar, procuro oferecer aos clientes lugares que contenham suas histórias, despertem lembranças e realizem sonhos, transformando cada espaço em um reflexo sensível de quem o habita.
